Como Raio é que isto aconteceu? O mundo pós 10 de Novembro: 1º dia da era Trump (2º Assalto)

Como é que isto aconteceu? Estatísticamente, era difícil mas não era improvável . O que move as pessoas para votos extremos? Bom: pensei a partir da minha experiência. Vejamos: defendi a permanência da Ingaterra contra o Brexit. Em nome de uma Europa mais inclusiva e solidária. Tive que fazer um esforço de racionalização:  esquecer que essa Europa dita solidária e inclusiva  discrimina paises mais fortes e países mais fracos e só obriga os segundos a  cumprirem as regras.

Torci pela Secretária Hilary Clinton contra  Donald Trump. Mais uma vez tive que racionalizar: fazer de conta que a Secretária Clinton não é próxima  de círculos financeiros que suportam o aumento da desigualdade e da exclusão. Mais uma vez., em nome de uma ordem mundial que dificilmente Hilary Clinton podia regular, que não é uma ordem sedutora para uma parte considerável do cidadão comum.

Agora, depois do nosso esforço, imaginemos a mente de muitas pessoas que nem são parte do eleitorado tradicional dos Republicanos.  Com um capital social e cultural eventualmente  mais fágil  (ou não) , numa sociedade competitiva que os desprotege e  a quem se pede para votarem numa candidata que lhes parece ser a incarnação dos motivos  das suas dificuldades diárias.  Trump não pode ter ganho apenas baseado numa coligação de republicanos tradicionais, red neks zangados,  misógenos desqualificados,  survivalistas furiosos e saudosistas do Klux-Klux-Klan. Esses estavam todos  com Trump mas estavam longe de serem únicos.

O discurso de esquerda, centro-esquerda  e até da direita democrática não pode ser impedido pela raiva mas não pode esquecer os motivos da indignação.  Tem que oferecer mais do que gráficos do Orçamento.

Finalmente, Portugal   não tem  práticas de extremismo populista organizada  graças às características do Pais mas também graças aos riscos assumidos  pela maioria politica atual , que viabilizou soluções  de centro que eram há uma década consensuais.  Talvez Portugal seja uma experiência mais consquente do que os laboratórios de indignação inconsequente que campeiam  ( àesquerda e a direita) na Europa.

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