Zizek Versus Trump

Na minha biblioteca também há jornais.  Zizek decidiu declarar  que votaria em Trump como forma de desestabilizar o sistema personificado em Clinton.

Há um ponto que me parece interessante. Saber até que ponto Trump é o sistema. Creio que é uma das suas execrescências possíveis, como o foram outros noutras décadas. Há um pensamento politicamente correcto que procura adoçar as arestas do sistema e contra o qual se afirmou um pensamento politicamente incorrecto que apenas pretende levar o  mesmo sistema às suas suas últimas consequências, desembaraçando-se de empecilhos democráticos, argumentativos e racionais e travestindo-se de alternativa antisistema. Assim, o pensamento politicamente incorrecto flirta com o pensamento pós-democrático.

Em Weimar, o cinismo antipoliticamente correcto também campeava como uma manfestação intelectual de desespero de camadas intermédias. Tal como hoje, era um aliado do aintintelectualismo que provinha de descamisados. Claro que Clinton nunca pode ser a negação do sistema, da plutocracia de Wall Street. Porém, ver em Trump esse alternativa é apenas uma cínica racionalização do impasse , racionalização essa que que, sem ser fascista, pode ser, todavia, seu muito útil aliado.

De qualquer forma, um encontro entre o Zízek e o Trump para discutir o futuro da Europa de Leste seria uma excelente forma de animação cultural para as tardes  do Domingo.  A intelectualização dos realitys-hows ou a realityshowzização dos debates intectuais é uma proposta com virtualidades visíveis.

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